QUARTAS DA COPA – DIA 2

Por @_GabrielCorrea e @PepGenius

Chegamos ao fim das quartas de final da Copa do Mundo. O dia de competição começou com os ingleses cantando a música tema do Mundial em 1998: “Football is Coming Home”. Maguire e Dele Alli colocaram os comandados de Gareth Southgate nas semifinais – algo que só aconteceu em 1966 e 1990 – além da grandíssima atuação de Pickford. No outro lado da chave, a geração de Modric, Rakitic, Mandzukic e cia consegue levar a Croácia para a segunda semifinal de sua história e mantém vivo o sonho da taça após uma emocionante partida contra os donos da casa que lutaram até o fim.


Inglaterra 2 x 0 Suécia

A bola aérea está sendo um fator decisivo na Rússia. No confronto entre ingleses e suecos, ela decidiu mais uma vez. A força do time de Gareth Southgate neste sentido é muito grande por contar com grandes cruzadores e cabeceadores. Trippier foi uma grande válvula pelo lado direito, assim como, em menor escala, Ashley Young é pelo esquerdo. Dentro da área, Harry Kane recebe a companhia de Dele Alli quando a jogada é trabalhada. Na bola parada, Stones, Maguire e Henderson chegam para acompanhá-lo.

A partida foi complicada pela forma como a Suécia defendia e não deixava seus adversários criarem oportunidades, mas em cobrança de escanteio Maguire abriu o placar e mudou o panorama da partida. Precisando buscar um gol, a equipe amarela e azul começou a sair mais e criar boas oportunidades que paravam em mais uma grande atuação de Pickford.

Por parte da Inglaterra, quem comandava as ações era mais uma vez um ativo Jordan Henderson. Base na saída de jogo que formava um losango com os três zagueiros, vem sendo o epicentro da equipe e contra a Suécia teve mais liberdade para girar o jogo e ainda criar boas chances para Sterling que não concretizou o gol em duas oportunidades. Depois, mais uma bola para área, dessa vez em cruzamento de Lingard, para Dele Alli marcar e colocar o 2 a 0. Destaque para Harry Kane que conseguiu sair da área e se associar muito bem com os meiocampistas, mas acabou faltando infiltração de outros meias além de Sterling.

A partir do segundo gol, a Inglaterra se retraiu e buscava contragolpes, mas a Suécia soube criar boas oportunidades para, mais uma vez, parar na excelente fase de Pickford. O goleiro traz segurança no gol do English Team após mais de três Copas do Mundo e garantiu mais uma classificação do time que volta as semifinais pela terceira vez em sua história.


Rússia (3) 2 x 2 (4) Croácia

De um lado, Golovin e cia, do outro o maestro Modric liderando a também bela história croata na Copa.

Os russos que antes do torneio estavam preocupados em não darem um vexame em casa tinham classificado com dois bons jogos na fase de grupo, nas oitavas eliminaram a favorita Espanha e chegaram para o confronto embalados, com a ilusão de que seria possível a transposição de mais esse desafio.

No campo o que se viu foi um time com o mesmo pensamento dos torcedores. Cherchesov conseguiu dotar esse time russo que não tem tantos alardes de talento, com muita disciplina tática, entrega e espírito de querer superar os desafios, assim eles superaram a Espanha e assim começaram outra batalha contra os croatas.

Jogando no 4-2-3-1 com Golovin atrás de Dzyuba os russos começaram o jogo  muito bem, com uma atitude mental destemida e pressionando os croatas la na frente e até por isso, saíram na frente no placar em uma ótima jogada de Dzyuba que temporiza a jogada e rola para Cherysev acertar de longe um chutaço na gaveta, coisa de cinema. O primeiro tempo apesar da atitude russa, teve chances para os dois lados, com Modric e Rakitic muitas vezes jogando muito na base das jogadas e a Croácia com dificuldades. Kramaric que apareceu na escalação deixando Brozovic no banco foi a peça para ligar o meio com o ataque e também para aparecer de surpresa, se movimentar e tirar o bloqueio russo, apareceu e empatou.

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O segundo tempo do jogo não foi dos melhores esteticamente, mas gerou emoção e muita. De um lado Modric continuava sua exibição de gala, ao lado de um grande coadjuvante, Rakitic. O jogo apresentava algumas chances para as duas equipes, até que a bola beijou a trave de Akinfeev, atravessou a linha e saiu pela área, e nesse instante os croatas pensaram estar com a sorte contra eles. Mas após uma bobeira de Kutepov que gerou escanteio, Vida subiu e cabeceou com capricho balançando a rede russa e decretando o que parecia ser a morte dos anfitriões na competição.

Com o placar em desvantagem os russos se lançaram ao ataque com a entrada de Dzagoev, o jogador bateu falta na área e um pássaro amarelo, com um uniforme vermelho empatou o confronto. Mário Fernandes o candidato a herói de toda uma nação.

A prorrogação foi marcada por um jogo com algumas chances, mas o que se viu em maior parte foi o desgaste físico intenso de duas seleções que participaram de sua segunda prorrogação nessa Copa, e então fomos aos pênaltis.

Smolov abre as cobranças para a Rússia e bate de forma displicente, ridícula, o goleiro croata salva. Smolov era o suposto craque no setor ofensivo do time antes da Copa começar, não rendeu bem e foi trocado por Dzyuba durante a competição, nos pés deste, o sonho russo começou a ruir. Mário Fernandes, o candidato a herói da noite que empatou o jogo no final, também bateu um pênalti horrível pra fora do gol e se era pássaro e voava no céu russo, desceu e se espatifou na realidade. Akinfeev salvou um pênalti com uma defesaça, mas não adiantou e  no final das contas a Croácia venceu  por 4-3 nos pênaltis e está na semi-final da Copa do Mundo. Hoje venceu  a equipe daquele que trata a bola com apreço durante toda a carreira, e que independente dos resultados daqui pra frente deve ser lembrado como um dos grandes de sua geração e da posição, porque o jogo foi dele, e a Copa é dele, o todocampista: Luka Modric.

A campanha da Rússia foi excepcional, jogando o futebol que se propunha conseguiu ir bem mais longe do que se imaginava, alguns jogadores devem ganhar valorização no mercado e tem um futuro interessantíssimo no futebol e na Seleção.

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