QUARTAS DA COPA – DIA 1

Por @Maiiron_ e @RGomesRodrigues

Começaram os duelos nas quarta-de-final da Copa do Mundo. De um lado, a França derrubou a fortaleza defensiva do Uruguai com Varane e Griezmann – esse após falha de Muslera. Les Bleus vai se moldando durante o Mundial com uma consistência para os últimos dois jogos. No outro lado, a Bélgica tinha seu grande desafio contra o Brasil e foi mais eficiente nas chances criadas. Cai a Seleção de Tite, mas de cabeça em pé após criar muitas chances. Dois grandes duelos e mais dois por vir.


Brasil 1 x 2 Bélgica

Vocês já viram luta de pesos pesados? Se sim Brasil x Bélgica foi esse jogo. A Bélgica foi pra trocação com a seleção é em 31 minutos matou o duelo.

Lukaku em cima de Marcelo, Fellaini como Casemiro e Hazard como Neymar deram o tom. Mas a nota do jogo inteiro quem tocou foi De Bruyne. O belga do City, hoje, é o melhor jogador do mundo taticamente. Já tinha sido imenso contra o Japão e hoje foi imenso contra o Brasil. Pegava costas de volantes, manejava o jogo como queria e foi o argumento flamengo do primeiro tempo. Brasil foi mal? Pelo contrário. A Canarinho machucava de inúmeras formas, aquela bola do Thiago é crime, a bola do Coutinho vindo da ponta pro centro também. O primeiro tempo te dava 1-1, mas um respingo de desarme deu 2-0 em uma bola imensa de KDB.

Na segunda Douglas veio como Saci e fez um furacão pela direita, Firmino lia espaçosos como lia Ziraldo e Menino Maluquinho, a narrativa era dele. Renato Augusto foi Paulinho nessa salada e fez o 2-1.

O jogo era brasileiro, o resultado não. Tite leu bem, convocou bem e mexeu bem. Mata-mata é bandido, te tira em dois gols; dois belgas. O Brasil vai de pé, diferente de 2014. A geração 92 brasileira é uma das melhores, a Ótima Geração Belga vai de peito estufado contra a França. Será um confronto belicoso como foi contra o Brasil, só que esse não tem favorito. Brasil x Bélgica tinha um favorito, ele volta pra casa sem nada para reclamar. A Bélgica segue com algo para recordar.

França 2 x 0 Uruguai 

Uma das seleções mais sólidas da Copa entra no caminho do Brasil. Didier Deschamps, criticado por seu pragmatismo e também pelo início pouco convincente de Mundial, acabou construindo nos últimos seis anos uma equipe que, com o misto de segurança e talento, se tornou candidata a levantar a taça na Rússia.

Mais uma prova de que a França, junto com o Brasil, é uma das seleções a serem batidas foi vista diante do Uruguai. A ausência de Blaise Matuidi por suspensão acabou condicionando Deschamps a realizar mudanças em seu onze e a entrada de Corentin Tolisso, contrastando com o sistema do Uruguai sem a ameaça de Edinson Cavani, foi essencial para a obtenção do resultado de 2 a 0.

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O início de jogo dava a entender que seria uma partida de muita briga, já que a competitividade dos sul-americanos falou mais alto e isso foi traduzido na quantidade de faltas e em quantas vezes o jogo foi paralisado. Mas, com o passar dos minutos, a previsão de que a França seria a equipe a indicar o caminho da partida ao utilizar a bola ficou claro, com Kylian Mbappé liderando ataques. Sem resposta, já que a dupla Suárez-Stuani não foi suficiente para dar respiro e resistir alguns segundos com a bola no pé, os uruguaios acabaram testemunhando o crescimento do meio-campo francês.

A certa comodidade com que a França encontrava Tolisso e Paul Pogba foi essencial para os Bleus se estabelecerem no campo de ataque e, apesar da criatividade para desestruturar o bloco defensivo do Uruguai nos metros finais não estar afiada, a soma de posse em zonas próximas à grande área de Fernando Muslera foi suficiente para chegar ao 1 a 0. Aos 40 do primeiro tempo, com Rodrigo Bentancur errando na recepção e fazendo a falta, Antoine Griezmann colocou a bola na cabeça de Raphaël Varane para o zagueiro do Real Madrid abrir o placar.

Com um repertório curto para incomodar a França (a Argentina teve o talento de Messi e Di María, por exemplo), Óscar Tabárez tentou buscar uma reação ao prmover a entrada de Cebolla Rodríguez e Maxi Gómez. Mas o que era para significar um crescimento acabou sendo a queda quase que definitiva, já que a França assumiu uma postura de maior controle liderada por Paul Pogba e foi através do meia do United, ao habilitar Griezmann após uma recuperação fundamental, que os europeus chegaram ao 2 a 0 definitivo com grande colaboração de Muslera.

Duas finalizações no alvo e dois gols, além de uma intervenção fundamental de Hugo Lloris para evitar o empate do Uruguai ainda na primeira etapa. Em resumo, é disso que a França vive para competir e vive muito bem. A estrutura montada por Deschamps está focada em assegurar a segurança para defender, contando com individualidades monstruosas, e a partir daí conseguir punir o adversário criando ocasiões através do talento de seus homens. A postura, que pode ser classificada como conservadora e que acaba apagando um pouco o talento de jogadores com potencial em prol da manutenção do sistema, é o que habilita a Équipe de France a competir contra as melhores seleções do mundo. Agora é aguardar para ver se essa solidez, que já foi colocada em prova contra a Argentina, será suficiente para segurar o outro favorito no grandioso confronto das semifinais contra a Bélgica.

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