GUIA DAS OITAVAS DE FINAL DA UCL – PARTE I

A Liga dos Campeões voltou, senhores! Para comemorar o retorno, estamos lançando nosso  Guia das Oitavas de Final da UCL. A primeira parte, lançada para analisar os confrontos dos dias 13 e 14 de fevereiro, juntou uma equipe que conta com Murillo Moret (Juventus), Rafael Maciel (Tottenham), Fernando Campos (Basel), Igor Junio (Manchester City), Luís Cristovão (Porto), Vinícius Fernandes (Liverpool), Jorge Luiz (Real Madrid) e Renato Gomes Rodrigues (PSG).

Os primeiros duelos marcam as híbridas equipes de Juventus e Tottenham; o Basel, que buscará surpreender o Manchester City de Pep Guardiola; um confronto com um Porto equilibrado e o caos ofensivo do Liverpool; e, para fechar, o duelo entre o bicampeão Real Madrid de Cristiano Ronaldo e o PSG de Neymar. É mole? Com vocês, nossa seleção de analistas:

(Leia também: “Guia das Oitavas de Final da UCL – Parte II” – Lançamento dia 15/02)


Juventus x Tottenahm 2

 

JUVENTUS

Por @Moret_

A Juventus tem sido uma incógnita. Para ser um pouco mais específico, a Velha Senhora tende a adaptar esquemas e funções em relação ao adversário da vez. Linha de quatro atrás, de três, três meio-campistas em linha, três atacantes ou um só lá na frente. Dependendo de quem enfrenta, o time muda.

O técnico Massimiliano Allegri tem seus jogadores preferidos. Considerando as escolhas das últimas semanas, seu time teria: Szczesny (enquanto Buffon se recupera de lesão), Lichtsteiner, Benatia, Chiellini e Sandro; Khedira, Pjanic e Matuidi; Costa, Bernardeschi ou Dybala, Higuaín e Mandzukic.

 

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Pjanic é o regista do time, enquanto os dois interiores (Khedira e Matuidi) avançam mais para levar os defensores adversários

Os pontos fortes e fracos passam por essas experimentações do treinador – vide as partidas recentes contra Torino e Cagliari. Vejo que esses dois confrontos foram testes antecipados para encarar o Tottenham e se proteger de Eriksen e Son, quase sempre letais quando municiam Alli e Kane. Dificilmente veremos Dybala (caso se recupere em tempo) jogando na vaga de Higuaín, entre os zagueiros. Porém, acredito que a ausência dele não será um quebra-cabeça irresolúvel.

E é possível que os atletas bianconeros que atuam pelos lados sejam os decisivos (para o bem ou para o mal). Alex Sandro duelará contra um dos melhores assistentes da Inglaterra, o lateral Trippier, que, a despeito de seus problemas defensivos, vem de boa temporada; De Sciglio (Lichtsteiner, se adicionado ao grupo europeu, ou Barzagli, na possibilidade de três zagueiros) precisa parar Rose. Se optar por escalar Mandzukic pela esquerda, Allegri ganha em recomposição e bola aérea contra uma defesa alta, porém deixa de incomodar o Tottenham na comparação com o perigo que Costa e Bernardeschi ofereceriam juntos.

 

Além disso, Pjanic é outro fator-chave para o confronto das oitavas de final. Parece que Allegri achou o meio-campo com duas presenças físicas ao lado do bósnio, contudo, a subida destes ao ataque simultaneamente pode afetar a Juve no contra-golpe (gif acima). A recomposição do camisa 5 pode até ser rápida, entretanto, não é ideal – ainda faltam-lhe atributos defensivos. A presença de Matuidi e Khedira juntos no ataque  isola Pjanic na intermediária, podendo sucumbir ao ser fechado por Sissoko, Dier ou Winks.

TOTTENHAM

Por @RafaelloMaciel

Com uma equipe muito bem treinada e disciplinada taticamente, Pochettino consegue explorar um grande leque de possibilidades nas características do seu jogo, mantendo-se fiel ao modelo da equipe (velocidade nas transições, troca de passes rápidos, aproximação junto ao portador da bola, ultrapassagens para oferecer opções, etc). Aliado a estas características, soma-se a incrível capacidade do Tottenham em poder atuar das mais diversas formas, com plataformas distintas e jogadores podendo fazer mais de uma função.

Ou seja, se pudéssemos resumir o Tottenham de Pochettino em uma palavra, seria o termo “dinâmico”.

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Nesta temporada, equipe atua predominantemente no 4-2-3-1, com Dier à frente da zaga e Dembelé/Winks fazendo a segunda função, podendo pisar mais no campo adversário. Dele Alli ou Eriksen podem atuar mais por dentro, enquanto Son joga sempre pelos flancos, explorando sua extrema velocidade. Kane na referência de ataque, volta para buscar o jogo e arrastar a marcação da zona de pressão.

O quarteto de frente é a grande arma para enfrentar as eliminatórias da Champions. Nesta temporada (até o dia 25/01/2018), dos 68 gols marcados pela equipe, em 90% tiveram a participação de ao menos 1 destes 4 caras. São 56 gols e 5 assistências. Trata-se de um número muito elevado e que comprova a importância destes nomes para o ataque dos Spurs.

Um dos problemas que podem enfrentar os Coys é o seu lado direito de defesa. Sem uma reposição à altura para Walker, 52% dos gols sofridos nesta temporada foram pelo lado de Trippier e Aurier, na direita. Outro ponto que a Juventus poderia se aproveitar é a bola aérea: a equipe de Pochettino sofreu 13 gols neste quesito durante 2017/18.

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É nítido que existem duas estratégias de jogo para cada competição, porém o Modelo da Equipe permanece intacto. Por exemplo, na liga nacional, o Tottenham consegue trabalhar mais com a posse da bola e com isso consegue criar mais finalizações. Diante da necessidade de propor o jogo, a equipe troca passes mais curtos para buscar infiltrações, mas geralmente nos jogos onde os adversários jogam mais fechados, a equipe explora mais cruzamentos.

Já na competição continental, o Tottenham joga com uma proposta um pouco mais cautelosa, buscando explorar ainda mais a velocidade das transições ofensivas. Equipe primeiramente defende com segurança, para daí sim buscar atacar. Mas talvez o maior diferencial entre as 2 competições, encontra-se no % de conversão de gols (Gols / Total de Finalizações): na Champions o Tottenham apresenta um aproveitamento de 18%, contra apenas 11% no campeonato local.

Será um jogo tenso e muito bem estudado. Para o confronto, aposto que Pochettino irá escalar a linha de 3 que se portou bem diante do Real Madrid. Como a Juve tem em sua principal característica, uma defesa sólida, o jogo será de poucas oportunidades para ambos os lados e quem for mais efetivo, passará de fase. Aposto nos Spurs contra a Velha Senhora.

 

Basel x City

BASEL

Por @FCamposOficial

O Basel chega para o confronto contra o Manchester City como a grande surpresa positiva da fase de grupos da Liga dos Campeões 17/18. O organizado time do jovem Raphael Wicky joga em um 3-4-3 bem agrupado, que vira um 5-4-1 quando atacado pelo adversário. A equipe suíça possui um estilo completamente reativo. Ou seja: é efetivo entregando a bola para o adversário e o punindo com velocidade nos contra-ataques. O time é extremamente compacto e em vários momentos aposta na pressão na pressão na bola para afastar o rival da sua meta. O time busca a retomada de bola rápida com o pressing e depois foca em uma transição de meio-campo muito objetiva e veloz.

Para a estratégia dar certo na UCL, Wicky formou um trio de ataque de mobilidade com Steffen, Elyounoussi e Oberlin, deixando o centroavante Van Wolfswinkel como opção no banco. Os três conseguem ter a intensidade sem bola (marcação) e se procuram de forma constante nos contra golpes em velocidade. O zagueiro Balanta é destaque na zaga, o polivalente Lang fortalece o lado direito e Taulant Xhaka e Zuffi controlam as ligações do meio-campo para o ataque. O jovem Oberlin é o grande nome do time, jogador habilidoso (forte no 1×1) e com muita velocidade para a definição (vídeo do Esporte Interativo abaixo).

 

O desafio do Basel é muito complicado, mas o time tem uma organização defensiva bem consistente que pode incomodar o estilo de proposição de jogo de Guardiola. A disparidade técnica do confronto é gigantesca, mas o time suíço deve apostar no pressing visto contra o Manchester United no jogo da Basiléia (vitória por 1 a 0). O Basel deve tentar subir um pouco as linhas para afastar o repertório criativo do City e vai tentar reagir na velocidade contra a equipe de Guardiola, que joga com a linha defensiva bem alta. Marcação forte e velocidade nos contra-ataques em um possível equívoco de construção inglês devem ser as apostas.

O principal problema para o Basel é: por quanto tempo vai ter a intensidade para sofrer sem a bola? O City dá aula de intensidade (com e sem bola) e mostra um repertório de criação fatal com Kevin De Bruyne, David Silva e cia. O Basel sofreu em alguns momentos na campanha da Champions com jogadas pelas laterais – ou seja, preocupação constante com Sterling, Sané, Bernardo Silva e outros – e, principalmente com o jogo aéreo. Mourinho puniu o Basel em Old Trafford com um verdadeiro arsenal aéreo. O grande problema é que o Basel vai enfrentar a equipe de melhor futebol do planeta, um time que pode te superar de diversas maneiras. O time de Guardiola costuma te massacram fisicamente, tecnicamente e psicologicamente com o controle das ações.

 

MANCHESTER CITY

Por @IgorJuni0

Para explicar como o City joga, é necessário entender as mutações pela qual a equipe passou durante a atual temporada. Guardiola iniciou a pré-temporada buscando maior equilíbrio defensivo com um 3-5-2 e obteve sucesso, mas o bom desempenho não foi repetido nas duas primeiras rodadas da Premier League – sem contar com Mendy, que seria vital para o esquema, diga-se. Além disso, o treinador perdeu Kompany e Mendy por lesão em um curto espaço de tempo,  o que deixara inviável a manutenção dessa forma de jogar. Então, Pep olha para o seu elenco e resolve transformar Delph em sua primeira opção para a lateral-esquerda, abrindo um novo leque de opções de jogo e achando aí uma forma de extrair o melhor de vários jogadores.

Com Delph, assim como com Walker na direita, Guardiola posiciona seus laterais em uma posição de campo não muito adiantada, os deixando responsáveis pela pressão pós-perda na intermediária, além de facilitar a reposição para o caso de duelos diretos em velocidade com o ponta adversário. Além disso, Pep também encontrou o equilíbrio ofensivo: com Delph lateral-interior, o corredor esquerdo era de Sané, que contava bastante com a ajuda de Silva, muito mais influente no terço final do que na construção de jogo por trás. Com Sané sempre levando vantagem nos duelos 1×1, ter um Sterling goleador no lado oposto trouxe muito resultado: o camisa 7 já tem 20 gols na temporada.

Para que tudo isso pudesse acontecer no lado esquerdo, a chave está no lado direito: Kevin de Bruyne, o grande craque da equipe, Kyle Walker e Raheem Sterling totalmente entrosados. O City usa o lado direito para iniciar a construção das jogadas, acumula e chama o adversário para ali, para depois inverter na esquerda e contar com Sané tendo mais espaço para finalizar a jogada, seja com finalização ou, principalmente, último passe. A capacidade desses três para trocarem posições entre si junto à Fernandinho, facilitando a acelerando um pouco mais a circulação de bola, é vital para abrir espaços contra times mais fechados.

Principios básicos do Manchester City com Guardiola. Resta saber como time funcionará sem Sané.

Principios básicos do Manchester City com Guardiola. Resta saber como time funcionará sem Sané.

Falando mais sobre De Bruyne, um dos melhores jogadores da temporada europeia, é nele que vemos, talvez, a principal obra de Guardiola nessa equipe. Quando se imagina o belga e David Silva jogando juntos, era quase unanimidade imaginar o espanhol sendo recuado para maior controle, com De Bruyne sendo mais ativado no terço final do campo, como foi sempre sua característica na carreira. Errado: Pep o transformou em um todo-campista, lhe dando espaço para correr mesmo diante de times um pouco mais fechados, já que o meia ainda encontra algumas dificuldades para jogar em espaço reduzido. De Bruyne é um mestre em transições e, jogando um pouco mais recuado, lhe é permitido ter bastante espaço para correr com a bola, fazer passes longos e se movimentar em velocidade para receber. O resultado é simplesmente um nível de influência incrível em cada etapa do jogo do City, além de liderar os números de chances criadas e assistências.

Visando o duelo contra o Basel especificamente, o City sofreu um grande golpe no dia 29 de janeiro. O clube anunciou que Leroy Sané teve uma lesão nos ligamentos do tornozelo e deve ficar um bom tempo no departamento médico. Já que conta com um elenco com um número limitado de jogadores, Guardiola terá que se reinventar mais uma vez, pois não existe outro jogador com as características de Sané para cobrir o lado esquerdo e Mendy ainda não está nem perto de voltar. A solução imediata deve ser usar Raheem Sterling na esquerda e dar sequência para Bernardo Silva na direita, mas essa formação muda diversos mecanismos da equipe, a deixando menos fatal.

Outro aspecto a ser levado em conta é se Guardiola é como Aymeric Laporte se encaixará na equipe. O novo reforço para a zaga terá concorrência dura com Stones e Otamendi,  abrindo também a possibilidade da volta do esquema com três defensores – principalmente sem Sané. Além disso, Gabriel Jesus deve retornar de lesão na segunda quinzena de fevereiro. O brasileiro vivia sua pior fase quando se machucou e precisa mostrar uma resposta assim que retornar, pois será uma sequência difícil para o City. Agüero, o outro atacante da equipe, tem feito muitos gols em 2018, mas não deixa de ser um pouco irregular em questão de desempenho, principalmente nos jogos maiores e mais intensos.

 

Porto x Liverpool

PORTO

Por @Luis_Cristovao

O mais interessante na equipe do Futebol Clube do Porto esta temporada, é a dinâmica. Ou seja, seria demasiado limitado tentar cristalizar um momento da equipa azul e branca, dizendo que a equipa joga “x”, quando, na verdade, a grande qualidade da equipa de Sérgio Conceição passar, exatamente, pela sua evolução na continuidade.

Existem algumas regras básicas para o treinador português, naquilo que poderá ser considerado o seu modelo. O Porto é agressivo, com e sem bola. Essa agressividade é, sobretudo, tática, na forma como  limita os espaços dados ao adversário, quando não tem bola, e na maneira como procura alargar a sua frente de ataque, com vários elementos eminentemente físicos, quando a recupera. Daí ser normal ver este conjunto defender com um bloco muito alto, ou com alguns elementos da sua primeira linha de defesa fechando o jogador com bola.

Outra regra básica no jogo do Porto é a solidariedade. A equipa defende como um todo, buscando constante cobertura no seu coletivo sempre que um elemento é ultrapassado, confiando enormemente na qualidade de um triângulo defensivo constituído, originalmente, pelos centrais Felipe e Iván Marcano e pelo médio-defensivo Danilo Pereira.

Passemos ao ataque. Falei do aspeto físico porque, sobretudo na Liga portuguesa, esse tem sido tão importante para o sucesso do Porto. Aboubakar e Marega são dois avançados possantes, com o camaronês a aparecer mais como um elemento de área, enquanto o maliano se lança a partir da faixa para aparecer nas zonas de finalização. Outro africano, o argelino Brahimi, é o elemento mais criativo da equipa e é dele que nasce o maior número de situações de desequilíbrio do Porto, seja através de jogadas individuais, seja na forma como serve os avançados.

Mas o processo dinâmico de que falava surge, sobretudo, neste espaço intermédio entre defesa e ataque. Danilo Pereira, lesionado, falhará, pelo menos, o primeiro jogo, o que mexeu, de novo, com a organização da equipa. O mexicano Héctor Herrera desce no terreno para ocupar essa posição, com Sérgio Oliveira a surgir como o médio-centro que alimenta essa ligação. Herrera, Sérgio Oliveira e Óliver Torres são os três elementos que, ao longo da época, foram assegurando essa missão essencial para que o futebol do FC Porto respire.

Herrera dá largura na faixa e presença na entrada da área quando tem essa missão. Sérgio Oliveira é um jogador mais sólido defensivamente, mas com enorme qualidade de passe. Óliver Torres será o mais criativo deste trio, sendo um jogador com capacidade para se integrar na pressão alta, mas com maiores dificuldades no espaço físico da luta a meio-campo. Cada um deles tem servido, de maneiras diferentes, as intenções de Sérgio Conceição, que também vai navegando entre o 4-4-2 e o 4-3-3.

Fecho com um elemento preponderante do jogo do Porto. Os seus laterais funcionam como verdadeiros extremos, seja em que desenho a equipa jogar – mesmo no 4-4-2, os elementos mais adiantados das faixas tendem a ficar por dentro, com Ricardo Pereira, pela direita, e Alex Telles, pela esquerda, a chegarem na área. O brasileiro é, mesmo, o líder das assistências na equipa, seja em bola parada ou corrida, sempre que os Dragões jogam, vai surgir bola de Alex Telles a pedir golo dentro da área.

 

Se dentro do campo as armas se constituem na faixa esquerda, com Alex Telles e Brahimi a serem os criadores de oportunidades da equipa, o elemento que pode manter este FC Porto na luta frente ao Liverpool é o seu treinador, Sérgio Conceição. O técnico português não tem medo de arriscar e, conforme o contexto do jogo que tem a enfrentar, prepara a sua estratégia para criar problemas no adversário. Quando as coisas não estão dentro do esperado, também revela uma boa capacidade de leitura e adaptação à realidade do jogo, mexendo na equipa de forma a consolidar a situação a seu favor.

Antes do mercado de janeiro, o plantel tinha algumas limitações, que obrigaram Conceição a procurar maneira de retirar o máximo dos seus jogadores, e por aí acabou dando oportunidades a jogadores como José Sá, Sérgio Oliveira ou Marega que, em agosto, poucos esperariam ver com minutos de jogo. As chegadas de Waris, Gonçalo Paciência e Yordan Osorio permitem ao treinador ter mais alternativas na frente de ataque e mais um elemento que pode jogar entre defesa e meio-campo, tendo cabido ao brasileiro Paulinho, chegado do Portimonense e talvez o jogador com mais potencial para ser titular entre os reforços, o azar de ficar excluído da lista da UEFA, condicionado pelo facto de haver mais opções no meio-campo portista.

As ausências vão pesar na equipa do FC Porto. No triângulo defensivo, a ausência de Felipe, suspenso, e de Danilo Pereira, por lesão, no primeiro jogo da eliminatória, quebrarão alguma da confiança defensiva da equipa, ainda que Diego Reyes e Herrera, nas posições dos ausentes, revelem capacidades. Se considerarmos a diferença de ritmos competitivos a que ambas as equipas estão acostumadas, é óbvio que os portugueses não serão considerados favoritos. Essa exposição, no momento defensivo da partida, poderá causar problemas para manter a baliza inviolada.

Por outro, essa fragilidade poderá determinar um jogo mais ofensivo do time de Sérgio Conceição, lançando a eliminatória para o território do imprevisível. Esse cenário, por inseguro e calamitoso que possa parecer, não deixará de agradar ao técnico português. É exatamente esse clima de guerra e de necessidade de afirmação que poderá potenciar o rendimento dos seus jogadores. Se tudo for calmo e previsível, as armas do FC Porto perderão seu efeito.

 

LIVERPOOL

Por @viniciusof

O Liverpool de Jurgen Klopp é uma montanha-russa de emoções. Seus jogos são garantia de entretenimento para quem vê de fora, mas nem sempre agrada seus torcedores.

Desde que chegou à Anfield, em outubro de 2015, o treinador alemão solidificou um modelo que se vale sobretudo da pressão sufocante sobre o portador da bola adversário. Não à toa Klopp solicitou em suas duas primeiras janelas de verão a contratação de extremas físicos, capazes de iniciar a pressão insanamente já nos defensores. Veio Mané e depois Salah. A outra peça do trio ofensivo é Roberto Firmino, uma clássica “falsa referência”. Um jogador que se nobilizou justamente por passar desapercebido. Na sua jogada clássica, arrasta marcadores consigo e abre brechas para as diagonais dos extremas, agressivos e de vocação artilheira – Salah já tem 20 gols na Premier League. Abaixo o mapa de interações de Roberto Firmino numa partida contra o Leicester, ainda em 2016. A ilustração atesta: Bobby, como o camisa 9 é chamado com carinho em Liverpool, é um centroavante que pisa pouco na área, se movimenta como poucos e sua principal qualidade está em atrair defensores e trocar passes com os apoiadores. Talvez seja a discrição do seu jogo – tão relevante para o elenco – a razão pela qual é tão pouco valorizado no Brasil.

FIRMINO

Atrás do trio ofensivo atua uma trinca composta pelo primeiro volante e iniciador das jogadas Jordan Henderson, Emre Can e James Milner ou Georginio Wijnaldum, os interiores/apoiadores/meias-centrais. Can se desenvolveu muito na atual temporada. Erra menos passes, chega à frente com mais incisividade e conseguiu dar um pouco de cadência à sua outrora desenfreada condução de bola. No setor, o Liverpool se ressente sobretudo do seu principal armador nas últimas temporadas, o brasileiro Philippe Coutinho. Sem ele o meio perde em agressividade e poder de retenção. Hoje a bola passa cada vez menos pelo meio-campo. Quando está à frente no placar, o time de Klopp não se constrange em ligar numa bola longa para explorar a velocidade dos seus extremas.

Outra característica marcante no modelo do Liverpool é a concessão para os laterais avançarem simultaneamente. Na transição ofensiva eles se mandam e, no momento ofensivo, ganham liberdade inclusive para deixarem o flanco e se movimentar por dentro. Abaixo um movimento muito comum flagrado durante o empate por 2 a 2 diante do Tottenham. Uma “pequena sociedade” entre o lateral-esquerdo Andrew Robertson, o apoiador James Milner e o extrema Sadio Mané.

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Este outro flagrante abaixo é uma boa ilustração do modelo de Klopp em sua fase ofensiva: um lateral participando da construção das jogadas por dentro, outro dá amplitude, Roberto Firmuno fora da área, os dois extremas posicionados profundidade próximos ao gol e um dos apoiadores (no caso Wijnaldum) na área. Trata-se de um padrão que o Liverpool repete com frequência quando avança para lotear o campo do adversário.

 

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Atacar com tanta gente e contar com tão poucos jogadores para o balanço defensivo (número de jogadores atrás da linha da bola) cobra um preço ao Liverpool, que expõe seus zagueiros. Se, para muitos, treinadores são “solucionadores de problemas”, Klopp opta quase sempre por encaixar seus zagueiros nos atacantes adversários durante este momento ofensivo, mesmo que o oponente ainda não tenha recuperado a bola. No vídeo abaixo fica claro. O Liverpool perde a bola e concede o contra-ataque quando praticamente todo seu time, à exceção do goleiro e de um defensor, estão à frente da linha da bola. Matip se mantém encaixado a Agüero, enquanto Klavan faz o mesmo com Sané. Para quem joga muito exposto é a chance de cortar o mal pela raiz e estrangular o adversário antes que ele pense em respirar. É a intenção do técnico alemão, embora nem sempre obtenha sucesso no plano.

 

 

Klopp tenta desistituir ao máximo seus extremas de incumbências defensivas. Se o Liverpool está postado em bloco médio ou baixo, o que ocasionalmente ocorre quando está vencendo ou exaurido fisicamente, Mané e Salah retiram a intensidade da pressão e tentam bloquear as linhas de passe internas do adversário. Isso muitas vezes descobre completamente o flanco defensivo, como na ilustração abaixo, quando Salah não acompanha o lateral do Tottenham, Ben Davies. E na imagem seguinte, um flagrante de um ataque dos Spurs ocorrido minutos depois, quando a cena se repete no lado oposto. O modelo do Liverpool concede liberdade aos seus laterais na mesma proporção em que deixa os do adversário jogar. Cada escolha é uma renúncia. Klopp opta por não recuar tanto seus extremas para tê-los mais próximos do gol e prontos para contra-atacar, mas em contrapartida oferece liberdade ao adversário pelo flanco.

 

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O Liverpool é um time extremamente ofensivo e vertical e suas vitórias passam fundamentalmente pelo sucesso de sua pressão na bola. O time de Klopp se sente confortável apertando o adversário e chegando ao gol o mais rápido possível, mesmo diante da possibilidade de esgotamento físico e mental. É transição pura. Quando se defronta com um adversário capaz de retirar a bola da zona de pressão e inverter o jogo, se complica bastante.

 

 

PSG x Real Madrid

 

REAL MADRID

Por @PasseEPosse

Em meio a maior crise da Era Zidane, o Real Madrid se prepara pra enfrentar o PSG pelas oitavas de final da Champions League. Com a Liga praticamente perdida e a eliminação na Copa do Rei, o 12x campeão europeu joga a temporada na eliminatória contra os franceses.

Há muito o que se comentar por aqui. Isto por conta da crise atual que vive a equipe, cenário no qual demanda mudanças que já estão acontecendo.

O elenco perdeu força. Sem o titular Pepe, referência mundial na posição, e sem a dupla James-Morata, que é uma produtora natural de gols, exigiu-se mais de um time titular que não é dos mais novos. Bons reforços chegaram, mas todos visando o futuro. E aí entra uma decisão de Zidane: vem usando pouco Llorrente, Ceballos e cia, confiando cada dia mais nos seus principais jogadores. Se por um lado é de se entender pelo fato de não querer colocar a responsabilidade na mão dos jovens, por outro vemos as referências mais desgastadas pelo fato do banco não lhes darem refresco.

Além disso, a Liga Nacional que o Madrid joga é a melhor Liga do mundo, que exige ao máximo dos projetos e dificilmente deixa que um mesmo sistema de jogo continue vitorioso por muito tempo sem adaptações. E assim o Madrid começou a sofrer.

Carvajal e Marcelo, jogando num esquema sem pontas, precisavam estar muito avançados no campo contrário pro time atacar; com o brasileiro não sendo uma potência física e Carvajal enfrentando lesões, a dupla não correspondia. Davam muita altura na frente, mas sofriam nas transições defensivas. Além disso, Isco, muito menos refinado que na temporada anterior, com o nível mais baixo do time, passou a ser mais exigido, tendo que se movimentar mais e recuando muito pra criar, o que travou seu futebol. Na frente, Cristiano e Benzema nunca estiverem tão mal finalizando.

Com uma circulação de bola bastante lenta, raramente entravam na defesa adversária por dentro, recorrendo muito aos cruzamentos. Mesmo assim conseguiam criar chances, muito pela qualidade dos seus jogadores, mas não as transformavam em gol. E davam sensações de vulnerabilidade atrás, pela desorganização que acabava ocorrendo pela pobreza ofensiva… A cada escapada do adversário e/ou finalização pra fora dos atacantes, menos confiança. E quando isso acontece, as coisas vão piorando gradativamente, com o problema mental se juntando aos táticos e técnicos. Como resultado, 19 pontos de distância pro líder na Liga e eliminação em casa na Copa do Rei.

Todo este cenário negativo exigiu mudanças, e aí entra o Madrid que enfrentará o PSG.

Com a volta de Gareth Bale, o jogador mais importante do time em 2015/16, Zidane ensaia a volta do 4-3-3, apostando que essa mudança representa o ponto de inflexão que encontrou nas 2 últimas temporadas (Caemiro em 2015/16 e Isco em 2016/17). Por si só, esse esquema já melhora o atual campeão europeu. Não que a nova tática resolva todos os problemas futebolísticos do time (até porque não resolve), mas ela ajuda seus jogadores. Estruturalmente mais sólido contra Valencia e Levante, a circulação da bola melhorou e o jogo fluiu.

O ponto forte continua sendo a saída pela esquerda, com o trio formado por Ramos, Marcelo e Kroos se associando e fazendo a equipe ganhar metros. Atacando, o time se posiciona em 2-3-5, com os pontas por dentro (se movimentando bastante), laterais avançados e os meias armando por trás.

Zidane voltou ao 4-3-3 com o retorno de Bale e Cristiano Ronaldo participa pelo meio em muitos momentos, dando campo para Marcelo na esquerda

Zidane voltou ao 4-3-3 com o retorno de Bale e Cristiano Ronaldo participa pelo meio em muitos momentos, dando campo para Marcelo na esquerda

 

Carvajal e Marcelo ganharam pontos de apoio por fora, verdadeiros sócios. Com isso, o leque de opções dos mesmos aumentou. Podem explorar mais o jogo por dentro pois certamente terá alguém oferecendo amplitude em seu lugar.

E a volta da BBC… Potentes fisicamente, dão sentido aos muitos cruzamentos que o Madrid executa por jogo. A entrada de Bale representa o ganho de um jogador auto-suficiente, capaz de criar um gol a qualquer momento, seja atacando espaços, no 1×1, ou chutando de fora da área (é claramente a grande individualidade do time). Sobre os outros componentes do trio, Benzema e Cristiano trocam muito de posição, com o francês ocupando o lado esquerdo pro português centralizar (foto) – este último tendo mais campo pra se movimentar e ajudar com seu destacável jogo associativo.

Com os laterais e atacantes mais confortáveis, os meias agradecem. Responsáveis por controlar o jogo madridista, Luka Modric e Toni Kroos encontram companheiros em melhores condições e suas atuações melhoram automaticamente. Não são capazes de fazerem 1 gol por jogo, mas podem criar mais de 1, o que depende diretamente dos companheiros, que agora estão mais ativados.

Defensivamente, se não conseguem recuperar a bola pressionando (Casemiro importantíssimo aí), podem se posicionar de 2 formas, que variam por conta de Cristiano Ronaldo: quando o camisa 7 recompõe pelo lado, 4-5-1 com os pontas dobrando com os laterais e os meias por dentro; porém, quando o craque português não volta (algo que acontece muitas vezes), Kroos compensa seus movimentos e o time se fecha com 2 linhas de 4.

Falamos muito sobre estratégias, táticas, sistemas e etc. Porém, nunca podemos esquecer da qualidade pura dos jogadores. O XI do Real Madrid é formado por 11 caras de um nível absurdo, todos titulares e referências em suas seleções (Benzema à parte, pelo extra campo).

Há o volante defensivamente mais dominante da Europa (Casemiro), a melhor dupla de interiores (Modric-Kroos), o 5x eleito melhor jogador do mundo (Cristiano), um dos melhores zagueiros da década (Ramos), um dos melhores laterais-esquerdo da história do esporte (Marcelo)… Impossível desprezar esses caras.

Em 2012, o Madrid achou que tinha trazido um bom meio-campista. Mal sabia que tinha acabado de comprar 3 orelhudas. Desde 2013/14, o Real Madrid nunca foi eliminado na UCL com Luka Modric em campo (em 2014/15, estava lesionado nas semis contra a Juventus). É um meio-campista que possui o perfil do jogador que domina a competição há quase uma década (o estilo de Xabi Alonso, Andrés Iniesta, Xavi Hernández e cia), o do controlador de jogo, que organiza a equipe e administra os ritmos da partida. Luka sempre será uma certeza.

Estamos falando do maior campeão europeu. Se você somar os títulos do segundo maior (Milan, com 7) e de um dos terceiros maiores (Barcelona/Liverpool/Bayern, todos com 5), você chega nos 12 troféus do Madrid. E um registro histórico: em 1999/00, o time também passava por uma crise. Em 5º no espanhol e fora das finais da Copa do Rei, Raúl e cia arrancaram pro oitavo título europeu da história do clube. Déjà-vu?

 

A transição defensiva anda com alguns problemas e enfrentando um contra-ataque como o do PSG, isso pode ser mortal

A transição defensiva anda com alguns problemas e enfrentando um contra-ataque como o do PSG, isso pode ser mortal

 

De 5 títulos num ano, pra possibilidade real de não ganhar nada. Em 4º na Liga, eliminado da Copa, sem conseguir vencer times como Fuenlabrida e Numancia, perdendo muitos pontos em casa, artilheiros em má fase…

Todo esse cenário ruim foi tirando gradativamente a confiança do Real Madrid. É muito claro nos jogos: cria chances, não faz, tempo vai passando, pressão aumentando, nervosismo e castigo no final.

Mais do que aspectos futebolísticos, ter o mental em dia é necessário. Não é o caso desse Real Madrid, que acumula problemas em seu jogo e chega pra uma decisão com um grau de confiança abaixo do necessário.

O melhor contra-ataque do mundo está por vir. Cavani, Neymar e Mbappé representam um trio letal transitando. O uruguaio é excelente atacando espaços, Mbappé possui uma explosão assustadora e Neymar vive uma fase onde só um jogador do mundo o supera.

Os franceses exigirão o máximo de um time que, além de não estar confiante, vai tendo seus primeiros jogos no 4-3-3 após mais de 1 ano com outra formação.

O Madrid terá que estar muito bem postado e compacto pra não permitir que Mbappé e seus companheiros transitem, além da necessidade de um jogo bastante fluido, com uma boa circulação de bola pra que o time se fortaleça em todas as fases do jogo.

E a BBC pode ser um problema aí… Cristiano raramente volta pela esquerda e Benzema é a referência. Nisso, Bale pode representar a única possibilidade do time se fechar com 2 linhas de 4. Porém, sabemos dos problemas físicos do Gales, que podem comprometer essa proposta, fazendo com que o Madrid tenha que se defender em 4-3, que seria suicídio contra jogadores tão potentes.

É final de campeonato. Todos precisam se doar ao máximo, caso contrário, fim de temporada já em março.

Cheio de problemas, com mudanças forçadas, muitas dúvidas, falta de confiança, mas vivo. Trata-se do time que ganhou 3 das últimas 4 edições. Cuidado, Unai Emery… Nada como uma noite de Champions pra reviver a equipe do maior artilheiro da história da competição.

Nunca podemos ignorar o Real Madrid.

 

PSG

Por @RGomesRodrigues

O duelo diante do Real Madrid é a grande decisão que aguarda a equipe do Paris Saint-Germain na temporada. Bem resolvido na Ligue 1 e a caminho de disputar a final da Coupe de France e da Coupe de la Ligue, o clube francês segue mostrando que possui excelentes armas, mas ainda não encontra a forma ideal para utilizá-las até a data do confronto frente aos espanhóis.

A contratação de Neymar veio com a promessa de elevar o patamar, visando a conquista da Liga dos Campeões, e dentro de campo já há uma mudança nítida em comparação com a equipe de 2016/2017: os ataques do PSG finalmente ganharam sentido através da influência do jogador mais caro do mundo. Ao recuar para solicitar a bola no pé e partir de uma zona próxima da intermediária ofensiva, com toda a qualidade e com as diferenças que marca sendo o jogador que é, Neymar já condiciona o sucesso de sua equipe desde o processo de construção de jogadas. Com isso em mente, não é coincidência que o PSG tenha sofrido duas derrotas na Ligue 1 até então sem o brasileiro em campo.

Além do impacto do camisa 10 queimando linhas adversárias com suas trocas de ritmo, adicionando gols, assistências e espetáculo ao jogo do PSG, a equipe de Emery no geral pode ser caracterizada através de dois pontos de vista: é recheada de talentos, capazes de ganhar um jogo a qualquer momento por contar com individualidades acima da média. Por outro lado, não possuem uma grande coerência como equipe, seja pela forma como o elenco foi montado, considerando os sacrifícios feitos no mercado de transferências, e pelo peso que um desfalque acaba colocando no rendimento da equipe (Cavani não complementa Neymar e Mbappé e Diarra foi contratado para cobrir a ausência de Thiago Motta, por exemplo). De qualquer forma, o Paris segue dominando boa parte de seus adversários locais e, com a adição de Neymar e Kylian Mbappé, o poder de fogo da equipe da capital aumentou consideravelmente ao ponto de se tornar um dos ataques mais perigosos da Europa (vídeo abaixo).

Além dos altos índices de posse, que são traduzidos no domínio sob seus adversários aliando tal característica com o ataque avassalador formado por Neymar, Mbappé e Cavani, o PSG de Emery se tornou uma equipe capaz de causar muitos danos ao contra-atacar. A ameaça ao espaço cresceu, e a característica de ser mortal nas transições ofensivas – seja com o trio de ataque liderando as corridas dentro do campo adversário ou até com a chegada de gente como Julian Draxler e Adrien Rabiot – acabou elevando o nível competitivo da equipe, considerando que são capazes de incomodar adversários de mais uma forma além dos ataques organizados.

Entretanto, o principal problema do PSG segue sendo a forma como defendem. Diante do Bayern, na fase de grupos da UCL, a equipe esboçou organizar um 4-4-2 para proteger seu gol, mas a baixa implicação defensiva envolvendo os homens de frente causou muitos problemas para resistirem enquanto estiveram sem a bola dentro do próprio campo. Diante de adversários de nível, tal aspecto se torna mais limitante ainda quando o Paris Saint-Germain precisa agir após a perda da posse e é levado a jogar fora de sua zona de conforto, como visto contra o Lyon e o Olympique de Marseille na Ligue 1 (vídeo abaixo).

 

Os problemas envolvendo os poucos jogadores com características defensivas são um ponto determinante para atenuar as dificuldades de competir enquanto estão na fase de organização defensiva, tendo em conta que os parisienses passam boa parte de seus jogos do ano praticando ataques.

Ainda há a forma como a linha defensiva trabalha, considerando a passividade dos defensores sobre o portador da bola que conduz os ataques adversários e a distância que ela estabelece em relação ao resto da equipe para formar um bloco mais compacto. A última linha do PSG cede uma quantidade considerável de terreno para ser explorado ao ter a sua linha posicionada de forma relativamente baixa. Com isso em mente, o hábito de recuar e reagir ao invés de retirar a possibilidade do adversário ser mais profundo pode ser um fator determinante contra um adversário de nível como o Real Madrid.

Comment List

  • Matheus Gomes 07 / 02 / 2018 Responder

    Caramba parabéns!!! Índico um post dando dicas e livros, pra quem quer estudar futebol e análise de desempenho, bem como tática! VOCÊS MANDAM MT BEM!

  • Victor Hugo Fagarassi 08 / 02 / 2018 Responder

    Parabéns pela iniciativa! Muito Legal! Queria pedir pra você explicar melhor o movimento de Khedira e Matuidi subindo pra puxar a marcação (como consta na legenda do print da Juventus). Já que eles são volantes marcadores, não seria melhor colocar jogadores ofensivos pra fazer esse movimento?

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