A VENDA DE DAVIES ELEVA O PATAMAR DA MLS COMO EXPORTADORA

Por @PedroLuisCuenca

Para quem acompanha a Major League Soccer, o nome de Alphonso Davies soa como um longo companheiro que acompanhamos há muito tempo. É que o menino de apenas 17 anos fez muito sucesso com a camisa do Vancouver Whitecaps em pouco tempo e agora vai jogar pelo Bayern, após a maior negociação da história da MLS – 22 milhões de dólares.

Cria da base do Whitecaps – sim, as equipes da MLS possuem times inferiores –, Davies despontou mesmo na Copa Ouro 2017 quando foi o artilheiro da competição. E com apenas 16 anos! Defendendo o Canadá, ainda não conseguiu grandes feitos com seu país, mas forma uma geração que promete dar muito trabalho nas próximas Eliminatórias.

Davies fez sucesso com as cores do Whitecaps, sua equipe da MLS. Jovem, a velocidade é a principal arma do ponta que pode atuar pelos dois lados, mas que tem feito mais jogos pela esquerda. Problema para os laterais adversários, ainda possui uma força física incomum para um atleta de sua idade – e com potencial pra desenvolver ainda mais nos próximos anos –, o que talvez tenha chamado a atenção do Bayern para contratá-lo para a dura Bundesliga.

Desde 2016, Davies fez 68 jogos com a camisa da equipe canadense, com 35 aparições como titular. São sete gols marcados e 11 assistências, a maioria na atual temporada, o que talvez tenha atraído os olhares do Bayern.

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O que chama mesmo a atenção nessa negociação é que a Major League Soccer se coloca de vez como liga importadora e exportadora de jovens atletas. Depois das contratações de jovens atletas latinos, os clubes agora se colocam como formadores para que grandes equipes europeias façam compras. Cyle Larin foi o primeiro, saindo para o Besiktas, agora é a vez Davies ir para o Bayern. Ano passado, Birnbaum foi sondado pelo Borússia Dortmund.

Os medalhões continuam chegando na Major League Soccer, mas agora competem com jovens latinos, e também os criados nos Estados Unidos e Canadá. O que talvez esteja mudando seja a forma com que os europeus olham para a liga, não mais com desdém, mas como uma formadora de promessas. Era a mudança que a MLS tanto esperava e finalmente chegou.

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